As regioes vizinhas de Carrefour e Martissant, regiao metropolitana de Porto Principe – Haiti, sao atualmente as mais violentas do pais (opiniao propria). Depois de que as areas de Cite Soleil, Bel Air, Cite Militaire, etc. foram “pacificadas” ou “controladas”, muitos seus principais bandidos e membros de gangues foram presos ou fugiram para outras localidades, tendo essas regioes nos ultimos meses sido diretamente afetadas por tais “migracoes”. Resultado: aumento nos indices de criminalidade.
Alem dos fatores conhecidos que influenciam nesse cenario, o dificil tipo de terreno (acidentado) e a presenca de varias favelas dificultam acoes integradas de seguranca publica no local. Contudo, a cada dia acoes se incrementam de forma coordenada e planejada em parceria com as autoridades haitianas, que pouco a pouco vao assumindo o desempenho das funcoes de seguranca publica e defesa nacional.
Foto tirada das montanhas.

Você vê a uma possibilidade real de “pacificação” ou as feridas e a história local ainda vão deixar marcas tão profundas que só decadas podem apagar?
Caro Rodrigo,
O problema no Haiti e historico e cultural. No meu ponto de vista, a “pacificacao” nao e o principal deles, pois ha muito os problemas no Haiti somente se tratam de “seguranca publica”, que qualquer sociedade no mundo possue, independente da riqueza.
Alem de aspectos particulares do povo haitiano (que muito influencia em tudo), pode-se resumir que a corrupcao, a falta de investimento e a inoperancia de uma figura forte de Estado sao tv o hardcore das mazelas haitianas.
O povo que muito se orgulha em ser a primeira e unica nacao negra independente do planeta, a unica colonia a ganhar e derrubar a metropole (independencia em 1804 da Franca), na epoca (fim de 1700 e inicio de 1800) a colonia mais rica e prospera do mundo, ainda vive das glorias do passado e desde entao se isolaram dos demais paises, tanto economicamente (eco de subsistencia) como culturalmente (exemplo basico o idioma creole-frances – o que em nada desmerece a lingua local, muito pelo contrario…)…
Algumas geracoes serao necessarias para se mudar o contexto atual…. mas ja comecou….
Feridas profundas que deixaram suas marcas nas pessoas, na cultura e no modo como se encara a vida.
Vamos torcer que eles possam superar o mais rapidamente possível e aproveitando experiências de outros países, mas sem perder a identidade.
um abraço